domingo, 30 de dezembro de 2012

Tourigo

Tourigo é uma freguesia portuguesa do concelho de Tondela, com 8,90 km² de área e 512 habitantes (2011). Densidade: 57,5 hab/km². Situada a 15Km da cidade de Tondela, é uma vila constituída por um povo de gente alegre e hospitaleira que ao longo dos anos foi desenvolvendo ofícios e tradições ligadas, sobretudo, aos trabalhos agrícolas. Tourigo confina em si a beleza e a rusticidade própria da vida agrícola onde predomina o verde floresta da próxima Serra do Caramulo e dos inúmeros campos de pastorícia. É atravessado por duas linhas de água que em tempos foram de fulcral importância na implantação de moinhos de água. Faz parte, ainda da sua história, o histórico Rego do Esporão que continua a dar vida à agricultura local. No que respeita a serviços sociais a população é servida pelo Centro Social do Tourigo, do qual faz parte o Centro do Dia, com a valência de Apoio Domiciliário, por uma Escola Primária, um Jardim de Infância, uma Zona de Lazer, entre outros serviços e locais a visitar e instituições de distinguível valor. Atualmente, os habitantes desta localidade trabalham essencialmente na madeira, construção civil, avicultura, tendo simultaneamente como ocupação a agricultura e pastorícia de subsistência. Mas não é para falar de destinos turísticos que me pedem para escrever para o nosso jornal, e peço desde já desculpa por não ser tão regular como eu queria. Tourigo não é só a terra com gente hospitaleira que vos falo em cima, é muito para além disso. Tourigo é o berço da nossa Touriga nacional, casta muito apreciada por terras e Portugal e já alem fronteiras, tinho conhecimento que em Africa do Sul já se começam a fazer plantações dessa tão nobre casta Touriga Nacional é uma casta tinta da família das Vitis Viniferas é casta vigorosa com tendência para fazer abrolhar muitos gomos secundários e latentes e assim formar muitas netas que adensam a copa – por vezes perigosamente na zona da frutificação. Convêm-lhe porta-enxertos de baixo ou médio vigor. Porte muito retombante o que aconselha um sistema de suporte com arames duplos móveis e o encaminhamento frequente e precoce da vegetação, em simultâneo com podas em verde dos lançamentos parasitas. Permite poda curta em cordão royat (unilateral ou bilateral) sendo que os talões não devem ser demasiado curtos – pelo menos 3 gomos incluindo o da coroa. A Touriga Nacional é uma casta muito exigente quanto à forma de ser conduzida e na ausência de alguns preceitos culturais como excesso de vigor e copas muito densas pode ser sujeita a intenso desavinho, sobretudo se o clima decorrer frio e húmido durante a floração. No tocante ao rendimento e em resultado da seleção clonal, a Touriga Nacional revela hoje uma produtividade aceitável – em termos médios, situada entre 5 a 8 ton/ha Embora revele boa adaptação a grande diversidade de solos, os terrenos férteis e frescos no Verão são-lhe pouco favoráveis em vista da qualidade. Pelo contrário, é satisfatoriamente rústica, suportando alguma carência hídrica no Verão, excepto nos solos delgados onde pode sofrer esfoliações intensas. A Touriga Nacional não revela especial sensibilidade ao conjunto das doenças e pragas mais habituais. A forma de condução e o vigor podem, no entanto, condicionar a sensibilidade às doenças e pragas. Verifica-se, no entanto, uma nítida sensibilidade à escoriose. .Entre as tintas é a casta mais nobre de Portugal. É a rainha das uvas portuguesas e que pelas suas qualidades para a vinificação, começa a ocupar cada vez mais espaço nas produções europeias, australianas e californianas. Em Portugal, é plantada desde o Douro até ao Alentejo. O cacho, pequeno e alongado, possui bagos diminutos, arredondados, de tamanho não uniforme, com a epiderme negra-azul revestida de forte pruína; a polpa é rija, não corada, suculenta e de sabor peculiar. Apresenta uma maturação média e a produção pode ser algo heterogénea. Normalmente apresenta volumes algo inferiores aos da casta Tinta Roriz/Aragonês e bastante inferiores às castas Jaen, Alfrocheiro, Tinta Barroca e Touriga Francesa sendo estas as castas a que normalmente é associada para a produção de vinhos multivarietais. Quando usada numa percentagem conveniente, obtêm-se vinhos com bom teor alcoólico, com aromas intensos de elevada complexidade, especialmente a violeta, encorpados, com taninos nobres e susceptíveis de longo envelhecimento. É Considerada a melhor casta para elaborar o vinho de Porto. Dá excelentes vinhos, carregados de cor, muito aromáticos, adstringentes, com frutado intenso. São vinhos de guarda, exigentes em tecnologia que possa torná-los bebíveis ao fim de poucos anos. Muitas vezes quando o vinho fica bom já nem existe, é bebido antes. Possui sete clones certificados, obtidos nas condições dos ensaios de seleção. E são eles: Touriga Nacional T, clone 17 ISA: Rendimento médio, com teor alcoólico elevado e acidez total média. Excelente adaptação ambiental. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom. Touriga Nacional T, clone 18 ISA: Excelente rendimento, com teor alcoólico médio e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom. Touriga Nacional T, clone 19 ISA: Muito bom rendimento, com bom teor alcoólico e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de bom. Touriga Nacional T, clone 20 ISA: Bom rendimento e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom. Touriga Nacional T, clone 21 ISA: Rendimento médio, com excelente teor alcoólico e boa acidez total. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom. Touriga Nacional T, clone 22 ISA: Excelente rendimento, com teor alcoólico médio e boa acidez total. Boa estabilidade ambiental. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de bom. Touriga Nacional T, clone 23 ISA: Rendimento médio, com teor alcoólico médio e acidez total média. A nota global de prova de vinhos experimentais foi de muito bom. Na minha opinião, e se me permitem, não devemos aposta só na Touriga Nacional, existem castas em Portugal que estão a desaparecer, para terem uma noção no nosso País existem 341 castas catalogadas, há muito por onde escolher. Se não o que vai acontecer um dia é andarmos todos a competir pela Touriga Nacional e esquecermos que temos de diversificar fazer diferente que é onde está realmente a essência dos grandes vinhos. “Aceita sem receio azeite do cimo, mel do fundo e vinho do meio.”

1 comentário:

Confraria do Rego disse...

Para mais informação, sugere-se consulta a Tourigo, berço da Touriga Nacional:
http://www.facebook.com/pages/Tourigo-origem-da-Touriga-Nacional/160891950665545?ref=hl.